Castelos

CASTELO DO SABUGAL
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Fotografia de João Cosme

Numa larga curva do Côa, o proeminente castelo do Sabugal vigia o território e a travessia do rio. Mandado construir durante o século XIII pelo rei leonês D. Afonso IX, o castelo defendia a fronteira de Ribacôa dos ataques portugueses.

Depois da assinatura do Tratado de Alcanices em 1297, que integrou Ribacôa e também a vila do Sabugal no reino de Portugal, D. Dinis atribuiu foral à vila e mandou reforçar a sua estrutura defensiva, incluindo a Torre de Menagem, de secção pentagonal e com 28m de altura, considerada uma das mais belas de Portugal.

O Castelo das Cinco Quinas, como é conhecido, tem planta quadrangular foi construído em granito e xisto, e apresenta uma dupla cintura de muralhas. A grandiosidade do castelo permitiu-lhe ser reconhecido como Monumento Nacional em 1910, tendo entretanto sido sujeito a diversos trabalhos de restauro.


CASTELO DE VILAR MAIOR
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Fotografia retirada do site da Câmara Municipal do Sabugal

O Castelo de Vilar Maior está assente numa posição de domínio sobre o vale do rio Cesarão e sobre o povoado que jaz a seus pés. Castelo de montanha, apresenta elementos do estilo românico e gótico, com planta no formato oval irregular.

A posição estratégica de Vilar Maior no contexto de fronteira entre Portugal e Leão cedo determinou que aqui se erguesse um castelo. Ele encontra-se documentado desde a segunda metade do século XI (imediatamente após a campanha das Beiras promovida por D. Fernando Magno), e a sua construção justifica-se neste novo quadro de expansão do reino leonês.

Adaptado website Património Cultural, da Direção-Geral do Património Cultural.



CASTELO MENDO
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Fotografia de João Cosme

Ocupando um cabeço sobranceiro do Rio Côa e do Ribeiro de Cadelos, a antiga vila de Castelo Mendo está implantada a 762 metros de altitude, no concelho de Almeida, e integra a Rede de Valorização do Património – Aldeias Históricas de Portugal.

A vila é caracterizada pela justaposição de dois núcleos muralhados, de diferente idade e significado. O primeiro núcleo, construído na primeira metade do séc.XIII, integra o Castelo e a Igreja de Santa Maria, enquanto o segundo núcleo corresponderá a um crescimento extra-muros, só mais tarde limitado pela cerca, no séc.XIV.

Apesar de a maioria dos monumentos datarem da época medieval, encontram-se indícios de povoamento durante a época do bronze e está por confirmar uma possível intervenção que terá sido levada a cabo no séc. XII, quando D.Sancho I, ao ter encontrado a povoação arruinada, teria ordenado a reedificação do castelo. Em 1229 D.Sancho II concedeu a carta de foral a Castelo Mendo.

Adaptado do artigo: Castelo Mendo: a partir de um espaço urbano medieval, Margarida Tavares da Conceição, in Beira Interior - História e Património, Guarda, 2000.


CASTELO DO BOM

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Fotografia de João Cosme

Ocupado desde uma época muito recuada, este ponto dominante sobre o rio Côa fez parte do território disputado por Portugal e pelo reino de Leão durante os séculos XII e XIII. Neste período, Castelo Bom foi uma guarda avançada do lado leonês, contexto em que foi executada a sua primeira configuração enquanto castelo medieval. Em 1282, D. Dinis conquistou a povoação e terá ordenado o reforço estrutural imediato do seu sistema defensivo, para o que passou carta de foral.

Trata-se de um castelo de planta irregular, adaptado às condicionantes do terreno. A entrada no recinto faz-se através de porta de arco quebrado, defendida activamente por torre de menagem quadrangular, hoje arruinada.

Nos últimos séculos, o castelo sofreu uma progressiva decadência quase até à ruína. Em 1834, o concelho de Castelo Bom foi extinto, o que precipitou o desmantelamento da própria fortaleza, sendo a sua pedra reaproveitada para construções privadas. No século XX tiveram lugar algumas intervenções de restauro, mas só em 1999, por conjugação de esforços entre a Câmara Municipal de Almeida e os proprietários, se iniciou a valorização sistemática da aldeia histórica.

Adaptado website Património Cultural, da Direção-Geral do Património Cultural.



CASTELO DE PINHEL
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Fotografia de João Romba

Apesar de indícios remeterem para o Período Calcolítico as primeiras povoações a habitar a região de Pinhel, a sua grande importância só viria a ser revelada durante a idade média. O Côa, enquanto palco de lutas fronteiriças, foi motivo para a criação de um sistema fortificado de castelos proeminentes que incluíam Trancoso, Marialva, Pinhel e Castelo Mendo.

A construção da fortaleza de Pinhel terá ocorrido durante o reinado de D. Afonso Henriques no séc.XII, para conter os assaltos do povo leonês. Em 1209, D. Sancho I concede o foral à vila e promove o povoamento e desenvolvimento da economia local. Uma nova muralha terá sido construída no reinado de D. Dinis, que incluiria seis portas: Vila, Santiago, São João, Marrocos, Alvacar e Marialva.

No interior da Cidadela erguiam-se duas torres do mesmo período, que ainda hoje caracterizam esta vila. A torre norte, designada de Manuelina, devido às alterações que sofreu durante o reinado de D.Manuel I, apresenta uma janela manuelina virada a sul e duas gárgulas antropomórficas voltadas para Espanha em jeito de provocação.

Adaptado do site www.cm-pinhel.pt.


FORTALEZA DE ALMEIDA

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Fotografia de João Cosme


No termo das terras de Riba-Côa, uma imponente fortaleza-estrela vigia o território. Almeida apresenta vestígios de presença humana desde o paleolítico, estando detectados núcleos castrejos da Idade do Bronze e Ferro, assim como vestígios da presença romana.

A partir do séc. XIV, depois da assinatura do Tratado de Alcanices, Almeida ganha importância estratégica no controlo da fronteira entre Portugal e os reinos de Castela e Leão. Nos séculos XVII e XVIII foi construída a nova fortificação abaluartada, em forma de estrela, tornando Almeida um verdadeiro bastião de segurança durante vários conflitos, incluindo a Guerra da Restauração e as Invasões Francesas.


CASTELO RODRIGO
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Fotografia de Erik Menkveld

A construção deste castelo foi promovida por Afonso IX de Leão, integrando a linha defensiva do Côa. Dessa fortaleza românica, conservam-se alguns vestígios importantes e de grande interesse para a evolução da arquitectura militar na região. O castelo deveria estar concluído ou em fase adiantada de obras, por 1209, altura em que o monarca leonês passou a célebre carta de foro à localidade.

Em 1296, D. Dinis conquistou a localidade e confirmou os foros passados por Afonso IX. Um ano depois, a fortaleza passou definitivamente para a coroa portuguesa, pelo Tratado de Alcanices.
No final do século, em 1594, Filipe I elevou a localidade a condado, legando o título a Cristóvão de Moura. Este homem, que chegou a ser vice-rei de Portugal, construiu em Castelo Rodrigo o seu palácio e procedeu a outras obras na fortaleza.
Depois de 1640, durante o processo de Restauração da Independência, o palácio foi arrasado pela população (em revolta contra o domínio espanhol), permanecendo em ruínas até à actualidade. O castelo foi parcialmente restaurado na década de 40 do século XX, mas só muito recentemente foi alvo de um plano geral de intervenção.

Adaptado website Património Cultural, da Direção-Geral do Património Cultural.


CASTELO MELHOR
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Fotografia de João Cosme

Este é um dos melhores exemplos de fortaleza medieval secundária, erguida numa das zonas mais periféricas dos reinos peninsulares. A obra original é leonesa e remonta aos inícios do século XIII, altura a que corresponde uma intensa fortificação da linha de Riba-Côa, zona constantemente disputada pelos monarcas português e castelhano. Foi neste contexto que Afonso VII mandou construir a fortaleza, dando-lhe simultaneamente foral, numa tentativa de consolidação populacional e militar.

Com o Tratado de Alcanices (1297), Castelo Melhor passou para a coroa portuguesa, integrando, a partir daí, a raia nacional. D. Dinis, como prova de afirmação do novo espaço, empreendeu obras e dotou a vila de um novo quadro administrativo, mas a verdade é que Castelo Melhor não cessou de desempenhar um papel secundário e periférico, mesmo na linha de reforço militar de Riba-Côa.

À margem das grandes intervenções restauracionistas da primeira metade do século XX, Castelo Melhor constitui um dos poucos castelos não adulterados pelas vagas de restauro e um dos que poderá trazer mais informação acerca da Baixa Idade Média, assim se efectuem escavações arqueológicas direccionadas para este período.

adaptado website Património Cultural, da Direção-Geral do Património Cultural.



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